Começando o novo ano...
Lembro-me do último pleito para escolha de prefeitos e vereadores, quando li no jornal que uma prefeita eleita em Alagoas não poderia tomar posse, pois existia a possibilidade de ela ser analfabeta. Possibilidade? Na avaliação feita por professores locais, concluíram que Benedita, a prefeita eleita, havia aprendido a ler e escrever, e com o passar do tempo, havia esquecido e se tornara analfabeta novamente.
Na época, achei no mínimo curiosa aquela constatação. Principalmente no caso de Benedita, que havia acabado de se eleger prefeita, e seria óbvio imaginar, que ela tivesse ao menos lido seus discursos ou estudado alguma coisa para dizer aos eleitores locais.
Fica muito mais fácil entender a situação de Benedita, se compararmos nossa relação com o cigarro. Pessoas esclarecidas e bem informadas ainda não se sentem seguras próximas ao bastão assassino. Eu posso garantir que mesmo estando perto de completar 10 meses de total abstinência, ainda tenho muita cisma com determinadas situações. Não sei ao certo se são as situações ou as pessoas que nos trazem perigo maior. Exemplo: Pescar no mar era algo que eu sempre associava ao cigarro. Adorava, após um bom arremesso, sentar na beirada do barco, acender um marlboro e ficar olhando o balanço das águas. A primeira vez que tive de enfrentar essa situação foi fácil, pois o único pescador fumante enjoou e não acendeu nenhum. Inclusive amanhã mesmo tenho outra marcada e não vejo problema algum, pois irão as mesmas pessoas e quem sabe meu amigo não enjoa novamente.
O caso mais grave foi num churrasco na casa de minha mãe em que fiquei ao lado da churrasqueira com meus dois cunhados e meu irmão mais velho, todos fumantes. Ali sim eu senti que poderia fraquejar, inclusive tive até um certo incentivo para dar uns tragos. Cheguei a pegar um carlton do maço e ficar olhando para ele. Fui salvo pelo meu filho que apareceu na hora. “H”. Churrasco é um das coisas que mais gosto de fazer, portanto desde que parei de fumar eu nunca abri mão desse gostoso passatempo.
Fica evidente que não a situação e sim as pessoas que nos cercam são os principais responsáveis pelas eventuais recaídas. Acredito ser esse também o motivo da mais recente recaída da Freja, porém a admiração que tenho pela sua determinação é enorme. Em 2002 fiquei exatamente um ano abstêmio e quando fumei um único cigarrinho, achando que estava completamente livre, joguei a toalha e retornei ao meu maço diário novamente.
Iniciei o post com o caso da Benedita, somente para deixar claro que em qualquer situação o exercício diário na busca por informações, nos deixa muito mais esclarecidos e firmes em nossos propósitos. E essa sem dúvida é a principal virtude dos blogs BCT’s.
Abraço a todos e tenham um ótimo final de semana!
Escrito por Claudio às 15h09
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