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Fumódromo lotado


Um mundo saudável II !!!

Matéria extraída do portal Terra em 21.12.2006. Achei muito grande e cansativa, porém considerei melhor publicá-la na íntegra devido a sua relevância. Inclusive achei normal as proibições em países como Noruega, Escócia, Canadá, Suécia, ou na América do Sul Chile, Uruguai, etc. Agora, Cuba? Pelo que eu saiba, o charuto é responsável por quase toda a escassa riqueza produzida no país!

A matéria tem tudo a ver com o saudável debate travado entre Freja e Artemus relativo ao fumo passivo, principalmente o caso mortal da garçonete Canadense não fumante.

Quero aproveitar para desejar um feliz 2007 para todos. Inclusive agradecer muito a força que me deram durante todo o ano. Se estou conseguindo fechar o ano com meus pulmões saudáveis, tenham a certeza que devo muito a todos vocês.

Um grande abraço a todos e um feliz ano novo!

Centenas de milhares de fumantes, da Espanha ao Uruguai, da Escócia ao Canadá, passando por Buenos Aires, tiveram que se conter e apagar seus cigarros nos espaços públicos fechados este ano, enquanto a proibição ao fumo parece ter chegado para ficar.

Neste ano, a cruzada contra o cigarro começou em 1º de janeiro, na Espanha, com a proibição do consumo de tabaco em locais de trabalho públicos e privados, além de bares e restaurantes. A pioneira foi a Irlanda, em 2004, primeiro país a impor a proibição total ao fumo em locais públicos, seguido pouco depois por Noruega, Suécia e Nova Zelândia.

Em 1º de março de 2006, o Uruguai o primeiro país da América e o quinto do mundo em proibir completamente o cigarro em espaços públicos fechados.

Neste ano se somaram ao grupo Cuba e Escócia, enquanto em maio foi proibido fumar em espaços públicos fechados nas províncias de Ontário e Quebec, as mais povoadas do Canadá. Neste país, a lei entrou em vigor uma semana depois de uma garçonete, transformada em ativista antitabaco ao descrever na televisão como desenvolveu câncer de pulmão por ser fumante passiva no trabalho, morrer com a doença.

No Chile foram aprovadas restrições para a venda de cigarros e o consumo de tabaco em áreas públicas, e o Peru aprovou uma lei antitabaco que proíbe a propaganda de cigarros e restringe o fumo em locais públicos.

Em julho, o Equador também endureceu as normas contra o consumo de tabaco em locais públicos e em outubro, dezenas de milhares de fumantes tiveram que se abster de acender seus cigarros em bares, restaurantes e passeios de Buenos Aires, que se somou a outras cidades argentinas com restrições similares, como Córdoba, Rosario e La Plata.

Desta forma, a tendência de excluir os fumantes parece ter chegado para ficar. Nos Estados Unidos, 19 estados e 2.300 cidades, entre elas Nova York, San Francisco, Los Angeles e Chicago, adotaram legislações contra o cigarro. Washington entrará para o grupo em 2007.

A mais estrita é a pequena cidade de Calabasas, a noroeste de Los Angeles, que se tornou em 17 de março na "cidade livre de fumaça", com a proibição ao fumo até mesmo nas calçadas, com penas que incluem até a prisão.

No estado de Ohio (meio-oeste) também é proibido fumar na porta do trabalho, como se tornou habitual em muitas cidades, visto que a lei obriga os fumantes a ficarem pelo menos a seis metros de distância da entrada do edifício para que a fumaça não entre no mesmo.

A proibição ao tabaco inclui varandas e pórticos das empresas no estado de Washington (noroeste), em alguns parques de San Francisco e em praias e vários zoológicos de todo o país. Várias redes de hotéis também instauraram proibições e alguns edifícios não permitem fumar nem mesmo nos apartamentos.

Em outros estados como Luisiana, Arkansas e Texas é proibido fumar no carro se nele viajarem crianças menores de seis anos.

Todas estas restrições são promovidas pelo Convênio Marco para o Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde (OMS), acordado em 2003 e ratificado por 141 países, em vigor deste fevereiro de 2005.

Com o objetivo de que se diminua o consumo e de salvar milhões de vidas perdidas pelo tabagismo, o convênio pede a proibição de toda a propaganda sobre o tabaco, que sejam utilizadas etiquetas com advertências sobre a saúde nos maços de cigarro, a proteção da exposição à fumaça em locais fechados, e considerar aumentos de preços e de impostos sobre estes produtos.

Segundo Heather Selin, especialista da Organização Pan-americana da Saúde (OPS) em controle do tabaco, "por cada 10% de aumento no preço dos produtos do tabaco, se observa uma diminuição no consumo per capita que oscila entre 4% e 8%. E os locais de trabalho livres de fumaça reduzem o consumo entre fumantes em quase 30%".

Na Espanha, a lei antitabaco é ignorada por muitos bares e restaurantes e o governo regional de Madri desafiou o governo central ao aprovar, no mês passado, um decreto que permite o fumo em cafés de centros de trabalho, em festas privadas e atos institucionais.

Apesar da polêmica, as autoridades avaliam que a lei gerará uma diminuição do consumo de cigarros de pelo menos 5% este ano.

De volta ao Uruguai, após aprovada a proibição, as clínicas que oferecem programas de ajuda para parar de fumar, ficaram lotadas: de 30 centros se passou a 150 e há pessoas em lista de espera, revelou à AFP o diretor de Saúde do Ministério de Saúde Pública (MSP), Jorge Basso.

Para Basso, a população aceitou a medida, antecedida de uma preparação de um ano e uma campanha maciça de agradecimento aos fumantes.

"Conseguiu-se eliminar da paisagem que qualquer um, em qualquer lugar, tirasse um cigarro sem se importar com quem está ao lado. Está sendo gerada uma cultura no país de respeitar o ar que todos respiramos", afirmou.

No ano que vem, a guerra contra o tabaco somará às suas fileiras França, Inglaterra, Irlanda do Norte, Dinamarca e Lituânia, que também planejam restringir o consumo do tabaco em locais públicos.



Escrito por Claudio às 13h40
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